A história é significativa porque torna-se um objecto de análise presente, que tem o fim de iluminar as possibilidades revolucionárias que existem numa dada sociedade. Um educador usa a história a fim de "lutar contra o espírito dos tempos ao invés de unir-se a ele, olhar para trás na história ao invés de olhar-para o futuro" (Buck-Morss, 1977).
Nesta posição, o conhecimento tem uma função social e política, na medida em que motiva e encoraja a própria acção. É pelo pensamento crítico que se enfatizam as tensões na história, e daí, o papel central da acção humana e da luta, ao mesmo tempo, que se contrasta o limbo existente entre a sociedade presente e a sociedade como poderia ser.
Torna-se assim possível aos amigos e inimigos assalariados, aos estudantes que não têm tido voz no espaço de trabalho e na escolas, aprender as habilidades e o conhecimento que lhes permitam examinar e confrontar-se criticamente com papel que a sociedade tem desempenhado na sua auto-formação. "Eles terão os instrumentos para examinar como esta sociedade tem funcionado para moldar e frustrar as suas aspirações e objectivos, ou como os tem impedido mesmo de imaginar uma vida diferente da que levam" (Giroux, 1983).
O que é que a sociedade, o sistema, fez de mim? Em quê é que me pesa, me dificulta ou oprime? É esta investigação social que me questiona: o que é e o que deveria ser? O que é que posso afirmar e rejeitar na minha própria história, com o fim de começar a luta pela condições que me/nos dará/darão oportunidades de viver uma vida melhor, uma existência auto-dirigida e emancipada?
Comentário da leitura de um capítulo do livro "Teoria Crítica e Resistência em Educação" de H. Giroux
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